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      <title><![CDATA[Blog - sd1raia.webnode.com.pt]]></title>
      <link>http://sd1raia.webnode.com.pt</link>
      <language>pt</language>
      <pubDate>Thu, 09 May 2013 22:37:00 +0100</pubDate>
      <lastBuildDate>Thu, 09 May 2013 22:37:00 +0100</lastBuildDate>
      <category><![CDATA[Blog]]></category>
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         <title><![CDATA[Soutelinho da Raia no caminho de Santiago de Compostela]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/soutelinho-da-raia-no-santiago-de-compostela/</link>
         <description><![CDATA[
É provável que o São Caetano e Soutelinho da Raia com o seu Senhor dos Desamparados estivessem integrados nos caminhos transmontano-galaicos de Santiago.
Em tempos passados, Porto, Braga e Chaves eram grandes polos de acompanhamento dos caminhantes. Chaves, com seus castelos e torres na fronteira, era ponto seguro e farto para a passagem.
Aqui a passagem era mais fácil e barata do que no Minho, dado que nessa região os barqueiros cobravam sempre dinheiro para atravessar o rio Lima e assustavam...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Thu, 09 May 2013 22:37:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/soutelinho-da-raia-no-santiago-de-compostela/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001775-d56a4d664b/5662-caminho-de-santiago-de-compostela-na-espanha.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 185px;"></p>
<p>É provável que o <strong>São Caetano e Soutelinho da Raia</strong> <strong>com o seu Senhor dos Desamparados</strong> estivessem integrados nos caminhos transmontano-galaicos de Santiago.</p>
<p>Em tempos passados, Porto, Braga e Chaves eram grandes polos de acompanhamento dos caminhantes. Chaves, com seus castelos e torres na fronteira, era ponto seguro e farto para a passagem.</p>
<p>Aqui a passagem era mais fácil e barata do que no Minho, dado que nessa região os barqueiros cobravam sempre dinheiro para atravessar o rio Lima e assustavam por vezes os peregrinos para lhes saquearem as suas esmolas e haveres.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001776-6e2e16f27a/catedral-santiago-de-compostela.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 172px;"></p>
<p>No distrito de Vila Real podem apontar-se 4 vias principais. Uma delas, seria a que segue junto às margens do Corgo e Tâmega. Ela começaria a partir de Castro Daire, Magueija, Lamego, Régua, Fontes, Folhadela, Soutelo de Aguiar e Bornes (Vila Pouca), Oura, Vilela, <strong>Chaves</strong>, Seara Velha, Ardãos, <strong>Ervededo</strong>, <strong>Vilarelho da Raia</strong> (Chaves), <strong>Vilar de Perdizes</strong> (Montalegre) para entrar logo na Galiza, caminho da Gironda, a Vilela, A Alhariz, Ourense. Só na diocese de Ourense há 43 paróquias com o padroeiro S. Tiago, que igual que em Portugal eram focos de peregrinos e sinais de velhos caminhos medievais.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001777-3e2b63f24d/Santiago-de-Compostela.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 212px;"></p>
<p>De Chaves, o trajeto poderia seguir a “estrada das capelas” ou “estrada velha de Montalegre” por Sanjurge, calçada do Lapelo, Paimogo, <strong>São Caetano, Soutelinho da Raia</strong> e Vilar de Perdizes. <strong>À saída de Soutelinho da Raia, o caminho principal apanhava a calçada que segue paralela à fronteira até à ponte da Assureira</strong>, encaminhando-se depois para Vilar de Perdizes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sítios consultados:</p>
<p>- http://www.padrefontes.com/detalhe.asp?V=111&amp;I=D&amp;ID=229</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Níscaros ou cogumelos silvestres]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/niscaros-ou-cogumelos-silvestres/</link>
         <description><![CDATA[
	Neste espaço pode saber-se mais sobre alguns dos níscaros que é possível encontrar nos lameiros, bosques e florestas da nossa aldeia.

	Nota: Informações recolhidas do "Guia de Campo Cogumelos Silvestres", da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2008.

	&nbsp;

	1- Nome comum: Fradelho (Frade ou guarda-chuva)

	

	Nome científico: Macrolepiota procera

	Características gerais:

	Habitat: Comum em terrenos ácidos de zonas herbáceas e de bosques.

	Época:...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Sat, 03 Nov 2012 15:20:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/niscaros-ou-cogumelos-silvestres/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	Neste espaço pode saber-se mais sobre alguns dos níscaros que é possível encontrar nos lameiros, bosques e florestas da nossa aldeia.</p>
<p>
	<strong>Nota</strong>: Informações recolhidas do "Guia de Campo Cogumelos Silvestres", da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2008.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<h1>
	1- <strong>Nome comum</strong>: <strong>Fradelho </strong>(Frade ou guarda-chuva)</h1>
<p>
	<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001569-4a7f84b7a2/fradelho.JPG" style="float: right; width: 200px; height: 161px;" /></p>
<p>
	<strong>Nome científico</strong>: Macrolepiota procera</p>
<p>
	<strong>Características gerais</strong>:</p>
<p>
	<strong>Habitat</strong>: Comum em terrenos ácidos de zonas herbáceas e de bosques.</p>
<p>
	<strong>Época</strong>: Geralmente surge no outono e no inverno.</p>
<p>
	<strong>Valor gastronómico</strong>: Odor e sabor agradáveis, comparável à noz. Comestível, exceptuando o duro e fibroso pé.</p>
<p>
	<strong>Observações</strong>: Fácil de reconhecer pelos típicos carpóforos de grandes dimensões e pé claviforme.</p>
<p>
	<strong>Fisionomia</strong>:</p>
<p>
	Frutificações anuais, geralmente agrupadas.</p>
<p>
	Chapéu de início ovoide ou globoso, depois convexo-extendido, de 10-25cm de diâmetro.</p>
<p>
	Cutícula inteira e coberta de escamas de disposição radial, mais abundantes e apertadas em direção ao ápice, de cor castanha sobre fundo esbranquiçado-rosado.</p>
<p>
	Margem espessa, flocoso-fibrosa e que quebra.</p>
<p>
	Lâminas livres de cor branca, muito apertadas com lamélulas da mesma cor. Pé cilíndrico, de 10-40cm x 1-3cm, oco, de base muito bolbosa e até 5cm de diâmetro e regularmente com cordões miceliais brancos. Cortex castanho uniforme que se vai rompendo longitudinalmente, em anéis ziguezagueantes de forma irregular, que deixam ver a carne esbranquiçada.</p>
<p>
	Anel apical, duplo, membranoso, branco na parte superior e castanho na parte inferior.</p>
<p>
	Carne espessa no centro do chapéu e muito delgada em direção à margem branca e tenra. Reage com o fenol, assumindo rapidamente a cor parda.</p>
<p>
	Esporos brancos</p>
<p style="text-align: center;">
	<br />
	<img alt="" height="192" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001570-1e87d1f819/fradelhos.JPG" width="562" /></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<h1>
	2- <strong>Nome comum</strong>: <strong>Tortulho </strong>(cogumelo dos cavaleiros, canário, míscaro amarelo)</h1>
<p>
	<strong>Nome científico</strong>: Tricholoma equestre = tricholoma flavovirens<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001572-929ab948f2/tortulho.JPG" style="float: right; width: 200px; height: 161px;" /></p>
<p>
	<strong>Características gerais</strong>:</p>
<p>
	<strong>Habitat</strong>: Frutifica em bosques de resinosas em solos ácidos, mais raramente surge nos bosques de folhosas.</p>
<p>
	<strong>Época</strong>: Outono e primavera.</p>
<p>
	<strong>Valor gastronómico</strong>: É muito procurado para consumo, mas é suspeito de toxicidade.</p>
<p>
	<strong>Observações</strong>: O chapéu tem uns tons mais ocre do que amarelos.</p>
<p>
	<strong>Fisionomia</strong>:</p>
<p>
	Chapéu hemisférico ou convexo, de 5 a 10cm de diâmetro que vai aplanando e deformando com a maturação.</p>
<p>
	Cutícula viscosa e separável da carne. De cor amarelo-azulado tornando-se ocre quando maduro.</p>
<p>
	Margens encurvadas ou plano-encurvadas, quando atinge a maturidade tornando-se lombuladas e amero-claras.</p>
<p>
	Himénio com lâminas amarelas, soltas, desiguais, serradas, sinuadas e geralmente muito irregulares.</p>
<p>
	Pé cilíndrico, de comprimento e forma variável, amarelo como as lâminas, volumoso, pode apresentar escamas muito finas e um ligeiro engrossamento na base.</p>
<p>
	Carne branca, amarelada debaixo da cutícula e sem odor.</p>
<p style="text-align: center;">
	<img alt="" height="228" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001571-bf90fc08f5/tortulhos.JPG" width="560" /></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<h1>
	3- <strong>Nome comum</strong>: <strong>Boleto-baio</strong></h1>
<p>
	<strong>Nome científico</strong>: Xerocomus badius<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001573-ef69cf0633/niscaro.JPG" style="float: right; width: 200px; height: 160px;" /></p>
<p>
	<strong>Características gerais</strong>:</p>
<p>
	<strong>Habitat</strong>: Em florestas de coníferas, particularmente frequente em altitudes elevadas, sob piceas e pinus (abetos, os chamaciparis, as sequóias, os cedros, os ciprestes, as araucárias (pinheiros-do-paraná)).</p>
<p>
	<strong>Época</strong>: Fim de verão, outono e inverno.</p>
<p>
	<strong>Valor gastronómico</strong>: Sabor pouco intenso. Comestível e adequado para muitas receitas.</p>
<p>
	<strong>Observações</strong>: O chapéu tem uns tons mais ocre do que amarelos.</p>
<p>
	<strong>Fisionomia</strong>:</p>
<p>
	Chapéu convexo quando jovem, mais tarde plano, castanho-escuro, usualmente com 8-12cm, raramente até 25cm de diâmetro.</p>
<p>
	Pé esguio, ocasionalmente bolboso.</p>
<p>
	Carne firme, branca-amarelada mudando lentamente para azul quando cortada, tornando-se pálida de novo passado algum tempo.</p>
<p>
	Esporos castanhos.</p>
<p style="text-align: center;">
	<img alt="" height="327" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001574-d7abfd8a6a/níscaros.JPG" width="571" /></p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Imagem dos CTT]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/imagem-dos-ctt/</link>
         <description><![CDATA[
	Há uns dias, caminhando na cidade deparei-me com um letreiro dos CTT, semelhante ao que existia na fachada do edifício/café que pertenceu ao Sr. Carias e à Sr.ª Clementina.

	Quem não se recorda?

	Esta placa dos CTT, ao que parece, data de 1963, tendo o símbolo sido encontrado num documento de instruções para a marcação de selos postais (N.º14). Em janeiro de 1964, um Boletim Oficial adota o logótipo embora com contornos diferentes. Como não existiu nenhum diploma regulamentar, o símbolo...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Tue, 07 Aug 2012 20:11:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/imagem-dos-ctt/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	Há uns dias, caminhando na cidade deparei-me com um letreiro dos CTT, semelhante ao que existia na fachada do edifício/café que pertenceu ao Sr. Carias e à Sr.ª Clementina.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001564-7e6287f5c1/ctt1.JPG" style="float: right; width: 333px; height: 269px;" /></p>
<p>
	<strong>Quem não se recorda?</strong></p>
<p>
	Esta placa dos CTT, ao que parece, data de 1963, tendo o símbolo sido encontrado num documento de instruções para a marcação de selos postais (N.º14). Em janeiro de 1964, um Boletim Oficial adota o logótipo embora com contornos diferentes. Como não existiu nenhum diploma regulamentar, o símbolo continuou a usar-se com formas diversificadas.</p>
<p>
	A nós resta-nos essa placa que todos podiam observar descendo a rua direita.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001563-054aa06448/ctt2.JPG" style="float: right; width: 119px; height: 158px;" /></p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Soutelinho da Raia no início do século passado]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/regresso-ao-passado/</link>
         <description><![CDATA[
	Soutelinho da Raia em 06 &nbsp;julho de 1912: Descrição da aldeia, do vestuário e da forma de pensar do povo

	
		“O chefe do Estado-Maior entrou na villa, foi ao posto da Guarda Fiscal” (pág. 180);
	
		“… passou ao quartel da guarda fiscal: um primeiro andar duma casa, muito caiada, muito branca, com uma barra azul, e que ficava por cima duma taberna” (pág. 181);
	
		“Três badaladas bateram no relógio da Torre, cujo echo foi abafado por um festivo repicar de sinos e um rumor de população...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Tue, 19 Jun 2012 19:36:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/regresso-ao-passado/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
	<strong>Soutelinho da Raia em 06 &nbsp;julho de 1912</strong>: Descrição da aldeia, do vestuário e da forma de pensar do povo</p>
<ul>
	<li>
		“O chefe do Estado-Maior entrou na villa, foi ao posto da Guarda Fiscal” (pág. 180);</li>
	<li>
		“… passou ao quartel da guarda fiscal: um primeiro andar duma casa, muito caiada, muito branca, com uma barra azul, e que ficava por cima duma taberna” (pág. 181);<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001559-979fb98994/couceiro.JPG" style="float: right; width: 87px; height: 158px;" /></li>
	<li>
		“Três badaladas bateram no relógio da Torre, cujo echo foi abafado por um festivo repicar de sinos e um rumor de população satisfeita” (pág. 182);</li>
	<li>
		“(...) ali as mulheres lavavam-lhes os pratos, os copos, os lenços, offertando pão, ovos, vinho, dando-lhes água quente com sal para curar os pés pisados dessa marcha, e recusando a paga.” (pág. 184);</li>
	<li>
		“Soutelinho é um grupo de casas brancas, com dois largos, um a cada entrada, como pateos hospitaleiros de solar. Esses largos são protegidos d'arvores. Arrimada á linha zig-zagueante da raia, na lei instinctiva de todos os núcleos fronteiriços, a pedir abrigo ao monte, por 'mor do vento, a povoação passa pela capella, com seu adro sombreiro, e para lá é o campo-santo, Ao correr e parallelo ao cemitério ha um terreno lavrado, murado de pedra solta.” (pág. 184);</li>
	<li>
		“O povo ali já não usava os lenços encarnados na cabeça, parecia-se mais com o povo que elles conheciam. Era mais português, menos raiano, mais nacional.” (pág. 187)</li>
</ul>
<p style="text-align: right;">
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">
	LEITÃO, Joaquim, Em Marcha para a 2ª Incursão. Da Concentração ao erguer do bivaque de Soutelinho da Raia para o ataque a Chaves, Porto, ed. Autor, 1915.</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Soutelinho da Raia na literatura]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/soutelinho-da-raia-na-literatura/</link>
         <description><![CDATA[
	

	&nbsp;

	&nbsp;

	Soutelinho da Raia aparece referido por várias vezes nas obras de Bento da Cruz (Peirezes, concelho de Montalegre, 1925) escritor e médico português. No romance “Retábulo das virgens loucas”, por momentos a ação decorre na nossa aldeia e retrata a passagem das tropas monárquicas de Paiva Couceiro (a 8 de Julho de 1912) em direção a Chaves com o intuito de combaterem as tropas do coronel Ribeiro de Carvalho:

	“(...) Arribaram a Soutelinho da Raia pelas três da tarde.”...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Mon, 18 Jun 2012 12:04:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/soutelinho-da-raia-na-literatura/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001558-171bb180ec/Literature1.jpg" style="float: right; width: 450px; height: 294px;" /></p>
<h1>
	&nbsp;</h1>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Soutelinho da Raia</strong> aparece referido por várias vezes nas obras de <strong>Bento da Cruz</strong> (Peirezes, concelho de Montalegre, 1925) <img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001557-66326672da/image.jpg" style="float: right; width: 150px; height: 224px;" />escritor e médico português. No romance “<strong>Retábulo das virgens loucas</strong>”, por momentos a ação decorre na nossa aldeia e retrata a passagem das tropas monárquicas de Paiva Couceiro (a 8 de Julho de 1912) em direção a Chaves com o intuito de combaterem as tropas do coronel Ribeiro de Carvalho:</p>
<p>
	“(...) Arribaram a <strong>Soutelinho da Raia</strong> pelas três da tarde.” (pág. 44);</p>
<p>
	“(...) A ténue claridade da madrugada alumiava o leva-arriba do acampamento. Como este ficava junto do cemitério, dir-se-ia haver soado em <strong>Soutelinho da Raia</strong> a trombeta da ressurreição dos mortos.”( pág. 47);</p>
<p>
	“(...) Despontava o sol quando atingiram o rebordo noroeste da bacia do Tâmega e avistaram Chaves, aparentemente adormecida a meio do vale.” (pág. 49).</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Um mercado em Soutelinho]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/um-mercado-em-soutelinho/</link>
         <description><![CDATA[
	Objetivo:

	
		Visar a criação de uma microeconomia através da solidariedade, da cooperação e da competição saudável;
	
		Valorizar-se o trabalho, o saber, os produtos regionais e a criatividade;
	
		Promover-se um intercâmbio respeitoso entre pessoas e destas com a natureza.


	&nbsp;

	Detalhes:

	Seria bom começarmos com dez participantes que possam levar produtos, bens e objetos novos ou usados para vender. Podem ser produtos resultantes da agricultura (hortaliças, frutos, flores…),...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Fri, 01 Jun 2012 15:59:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/um-mercado-em-soutelinho/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	<strong>Objetivo</strong>:<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001555-293a62a344/berlim-mercado-de-rua.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 191px;" /></p>
<ul>
	<li>
		Visar a criação de uma microeconomia através da solidariedade, da cooperação e da competição saudável;</li>
	<li>
		Valorizar-se o trabalho, o saber, os produtos regionais e a criatividade;</li>
	<li>
		Promover-se um intercâmbio respeitoso entre pessoas e destas com a natureza.</li>
</ul>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<strong>Detalhes:</strong></p>
<p>
	Seria bom começarmos com dez participantes que possam levar produtos, bens e objetos novos ou usados para vender. Podem ser produtos resultantes da agricultura (hortaliças, frutos, flores…), fumeiro, mel, leite, lã, ovos, animais, alimentos caseiros (doces, bolos, compotas, licores, cozidos, sopas…), roupas de fabrico local, especialmente em lã (cachecois, camisolas, polainas, meias, gorros), artesanato, objetos usados (fotografias, alfaias agrícolas, livros…) ...</p>
<p>
	<strong>Ação:</strong></p>
<p>
	Para começar, este nosso mercado poder-se-á efetuar ao <strong>domingo</strong> de manhã de forma mensal ou quinzenal e posteriormente até semanal. O <strong>local</strong> poderá ser à saída da igreja, ou no largo da Lama, Portela, por exemplo. Neste espaço, os participantes poderão <strong>expor</strong> suas mercadorias e serviços numa barraquinha de feira, numa mesa, ou simplesmente com uma toalha no chão. Depende da imaginação de cada um.</p>
<p>
	Que acham desta ideia??</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[Cantar os reis]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/cantar-os-reis/</link>
         <description><![CDATA[
	“(…) Em quase toda a Europa o dia 6 de Janeiro, ou como ordinariamente se lhe chama, dia de Reis, é festejado tanto em público, como no interior das famílias… Entre nós (Portugal) este dia foi sempre muito festejado pelo povo com músicas e cantorias, que iam fazer à porta das pessoas que pretendiam obsequiar, e que por isso lhe retribuíam com algum presente. Chamava-se a isso cantar os reis. (…)” (p.13, Samanário Pintoresco, Vol.3, Archivo Popular, Lisboa, 1839).
	A tradição surgida no século...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 23:33:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/cantar-os-reis/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	“(…) Em quase toda a Europa o dia 6 de Janeiro, ou como ordinariamente se lhe chama, dia de Reis, é festejado tanto em público, como no interior das famílias… Entre nós (Portugal) este dia foi sempre muito festejado pelo povo com músicas e cantorias, que iam fazer à porta das pessoas que pretendiam obsequiar, e que por isso lhe retribuíam com algum presente. Chamava-se a isso cantar os reis. (…)” (p.13, Samanário Pintoresco, Vol.3, Archivo Popular, Lisboa, 1839).<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001550-2daa42ea3f/4251050443_4fc319045c_o.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 212px;" /><br />
	A tradição surgida no século VIII converteu&nbsp; em santos Belchior, Gaspar e Baltazar. No dia 6 de Janeiro encerram-se, para os católicos-cristãos, os festejos natalícios - sendo este o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.<br />
	Em Soutelinho da Raia, como noutras aldeias de Trás-os Montes, foi tradição reunirem-se pessoas para, cantando, visitarem os seus vizinhos e, a pretexto de se cantarem os reis, e de provarem uns doces ou de se beber um licor, convivia-se de forma salutar. Infelizmente, por diversos motivos, esse costume apenas existe já na memória de alguns.<br />
	Neste sentido, deixa-se a letra de uma das canções que, em tempos idos, foi comum cantar/escutar na nossa aldeia nesta época. O <a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img.rtp.pt/icm/noticias/images/c6/c6f27125fcd9fb9cc5cb62f27acc44ab_N.jpg&amp;streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&amp;file=/informacao/cantares_dereis_47784.flv" target="_blank">vídeo</a> permite relembrar ou exemplificar o que sucedia.<br />
	Boas festas a todos.</p>
<table cellpadding="1" cellspacing="1" class="modernTable" style="width: 500px;">
	<thead>
		<tr>
			<td>
				<p>
					Aqui vem as três rosinhas<br />
					quatro ou cinco ou seis<br />
					se o senhor nos dá licensa<br />
					vimos lhe cantar os reis</p>
				<p>
					Os três reis do oriente<br />
					já chegaram a Belém<br />
					visitar o Deus Menino<br />
					que Nossa Senhora tem</p>
				<p>
					O menino está no berço<br />
					coberto c'o cobertor<br />
					eos anjinhos estão cantando<br />
					louvado sej'o Senhor<br />
					&nbsp;</p>
			</td>
			<td>
				<p>
					O Senhor por ser Senhor<br />
					nasceu nos tristes palheiros<br />
					deixou cravos deixou rosas<br />
					deixou lindos travesseiros</p>
				<p>
					também deixou a abelhinha<br />
					abelhinha com o seu mel<br />
					para fazer um docinho<br />
					ao divino Emanuel</p>
				<p>
					Você diz que tem bom vinho<br />
					có có có<br />
					venha-nos dar de beber<br />
					rintintin<br />
					florin-tintin<br />
					traililairo</p>
			</td>
		</tr>
	</thead>
	<tbody>
	</tbody>
</table>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[De onde vimos e para onde vamos]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/de-onde-vimos-e-para-onde-vamos/</link>
         <description><![CDATA[
	Poucas vezes pensamos,&nbsp;em termos de antecedentes familiares,&nbsp;sobre a nossa origem. Essa reflexão talvez nos ajude a saber para onde temos de ir.

	Assim a todos os interessados em realizar a árvore genealógica da sua família, mas que não têm a possibilidade de se dirigir ao Registo Civil de Chaves, nem tampouco ao Arquivo Distrital em Vila Real, fica a sugestão de:

	1.º - Perguntarem o máximo de informações (nomes, apelidos, datas de nascimento e morte) a familiares;

	2.º -...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Mon, 02 Jan 2012 00:23:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/de-onde-vimos-e-para-onde-vamos/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001549-b23b3b3352/aa1.JPG" style="float: right; width: 300px; height: 191px;" />Poucas vezes pensamos,&nbsp;em termos de antecedentes familiares,&nbsp;sobre a nossa origem. Essa reflexão talvez nos ajude a saber para onde temos de ir.</p>
<p>
	Assim a todos os interessados em realizar a árvore genealógica da sua família, mas que não têm a possibilidade de se dirigir ao Registo Civil de Chaves, nem tampouco ao Arquivo Distrital em Vila Real, fica a sugestão de:</p>
<p>
	1.º - Perguntarem o máximo de informações (nomes, apelidos, datas de nascimento e morte) a familiares;</p>
<p>
	2.º - Pesquisarem <em>online</em> no <a href="http://www.advrl.org.pt/index.html" target="_blank">Arquivo Distrital de Vila Real</a> (Documentação / Navegar na Base / Paroquiais / PT/ADVRL/PRQ/PCHV37 Paróquia de Soutelinho da Raia / Registo de baptismos, Casamentos, Óbitos…).</p>
<p>
	Ter noção do&nbsp;passado é também uma forma de se poder resolver alguma coisa com o presente.</p>
<p>
	Boas pesquisas!</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[O fumeiro]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/o-fumeiro/</link>
         <description><![CDATA[
	Nesta época, em Soutelinho, como em muitas aldeiras de Trás-os-Montes, é tradição matar-se o porco e fazer-se o fumeiro.

	Antigamente, a matança do porco era encarada como a garantia do seu sustento para o ano inteiro. Eram necessárias muitas economias para que se pudesse adquirir o leitão para engorda, destinado a ser abatido. Comprar carne aos quilos não dava resultado para as numerosas famílias, daí a necessidade de se matar um porco, que traria consigo fartura.

	A qualidade da...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 15:16:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/o-fumeiro/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	Nesta época, em Soutelinho, como em muitas aldeiras de Trás-os-Montes, é tradição matar-se o porco e fazer-se o fumeiro.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001547-43aa344a3e/fumeiro.JPG" style="float: right; width: 300px; height: 224px;" /></p>
<p>
	Antigamente, a matança do porco era encarada como a garantia do seu sustento para o ano inteiro. Eram necessárias muitas economias para que se pudesse adquirir o leitão para engorda, destinado a ser abatido. Comprar carne aos quilos não dava resultado para as numerosas famílias, daí a necessidade de se matar um porco, que traria consigo fartura.</p>
<p>
	A qualidade da matéria-prima, o saber tradicional de longas gerações e o clima rigoroso da região, estão na origem do fumeiro, que faz as delícias dos gostos mais exigentes.</p>
<p>
	Entre os vários tipos de enchidos que se fazem em Soutelinho, destacam-se:</p>
<p>
	<strong>CHOURIÇA </strong><strong>- </strong>É um enchido de carne e gordura de porco. Cheia em tripa delgada de porco ou de vaca. A carne e a gordura são devidamente condimentadas com sal, vinho tinto, água, alho, colorau e louro. Deve consumir-se crua, assada ou cozida, dependendo do tempo de cura.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001542-20416213b8/chouriça.JPG" style="float: right; width: 147px; height: 95px;" /></p>
<p>
	<strong>ALHEIRA </strong><strong>- </strong>Enchido fumado, obtido a partir de carnes de porco e de galinha, pão regional de trigo e azeite de Trás-os-Montes, condimentado com sal, alho e colorau. A alheira constituída por uma pasta fina na qual se podem aperceber pedaços de tamanho reduzido (carnes desfiadas), cheia em tripa delgada e seca, de vaca. Deve consumir-se assada.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001546-753ca76369/alheira.JPG" style="float: right; width: 145px; height: 97px;" /></p>
<p>
	<strong>SANGUEIRA</strong><strong> - </strong>Enchido fumado, constituído por carne magra e carne gorda de porco e sangue de porco. É cheio em tripa delgada de vaca ou porco. As carnes e gorduras de porco são condimentadas e cozidas em água, formando uma massa que é finalmente condimentada à qual se adicionam os restantes ingredientes. Deve consumir-se cozida.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001545-2eedf2fe8d/sangueira.JPG" style="float: right; width: 147px; height: 113px;" /></p>
<p>
	<strong>SALPICÃO - </strong>É um enchido de carne de lombo de porco de raça Bísara ou cruzamento desta raça, cheio em tripa grossa de porco com formato recto e cilíndrico. A carne utilizada é devidamente condimentada com sal, vinho tinto ou branco da região, água, alho, colorau e louro. Deve consumir-se cru, em finas fatias, depois de curado, ou assado enquanto fresco.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001544-d8d3bd9cda/salpicão.JPG" style="float: right; width: 138px; height: 75px;" /></p>
<p>
	<strong>PRESUNTO</strong> - É obtido a partir das pernas de porco adulto, macho ou fêmea (excluindo os machos inteiros). Depois de um período de salga de durante cerca de 30 dias, o presunto é untado com uma mistura de colorau, azeite e/ou banha. Posteriormente, é exposto à acção pouco intensa e gradual do fumo de carvalho ou castanho. A cura e envelhecimento são feitos em local frio e seco. Todo o processo não pode ser inferior a 12 meses. Deve consumir-se cru, em finas fatias.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001543-7a1b97b14d/presunto.JPG" style="float: right; width: 147px; height: 109px;" /></p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[A castanha]]></title>
         <link>http://sd1raia.webnode.com.pt/news/a-castanha/</link>
         <description><![CDATA[
	Com o Outono chegam as castanhas assadas. Actualmente são quase um pitéu, mas, noutros tempos, tiveram uma enorme importância na dieta dos portugueses. No século XVII, eram mesmo um dos produtos básicos da alimentação dos transmontanos e beirões, chegando, se necessário, a substituir o pão ou as batatas.

	A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - Castanea sativa&nbsp; - &nbsp;foi introduzida na Europa há cerca de três mil anos.

	A castanha que...<br />
Fique a par das nossas notícias]]></description>
         <pubDate>Thu, 03 Nov 2011 01:11:00 +0100</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">http://sd1raia.webnode.com.pt/news/a-castanha/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>
	Com o Outono chegam as castanhas assadas. Actualmente são quase um pitéu, mas, noutros tempos, tiveram uma enorme importância na dieta dos portugueses. No século XVII, eram mesmo um dos produtos básicos da alimentação dos transmontanos e beirões, chegando, se necessário, a substituir o pão ou as batatas.<img alt="" src="http://files.sd1raia.webnode.com.pt/200001540-439ee44989/05.jpg" style="float: right; width: 300px; height: 225px;" /></p>
<p>
	A castanha é usada na alimentação desde tempos pré-históricos e a respectiva árvore - <em>Castanea sativa&nbsp; - &nbsp;foi introduzida na Europa há cerca de três mil anos.</em></p>
<p>
	A castanha que comemos, sendo uma semente (surge no interior de um ouriço - o fruto do castanheiro) à semelhança das nozes, tem menos gordura e muito mais amido (hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio.</p>
<p>
	Podem ser comidas assadas ou cozidas com erva-doce. Mas, antes de cozinhadas, deve-se retalhar a casca. Contendo bastante água, quando aquecidas, essa água passa a vapor. A pressão do vapor vai aumentando e "empurrando" a casca e, se esta não tiver levado um golpe, a castanha pode explodir.</p>
<p>
	Quando cozinhamos alimentos com elevadas percentagens de amido um dos objectivos é torná-los digeríveis. A frio, a estrutura do amido mantém-se inalterada. Mas, quando é aquecido na presença de água (e a castanha contém água na sua constituição), grandes modificações ocorrem. A energia térmica introduzida enfraquece as ligações entre as moléculas do amido, a estrutura granular "relaxa" e alguma água penetra no interior dos grânulos, que incham, formando um complexo gelatinoso com a água. É por isso que, quando cozinhamos castanhas, a sua textura se altera.</p>
<p>
	Existem várias espécies de castanha. As mais comuns são a camarinha, a judia, e a longal ou enxerta.</p>
<p>
	A castanha tem aplicações na medicina. As folhas, a casca, as flores e o fruto têm sido utilizados devido às suas propriedades curativas e profiláticas, adstringentes, sedativas, tónicas, vitamínicas, remineralizantes e estomáquicas.</p>
<p>
	Pelo seu valor nutritivo e energético, era utilizada outrora em vários estados de mal-estar e doença. É também tónica, estimulante cerebral e sexual, anti-anémica (castanha crua), anticéptica e revitalizante. Para afinar as cordas vocais e debelar a faringite e a tosse nada melhor do que gargarejos com infusão de folhas de castanheiro ou de ouriços.</p>
<p>
	A castanha constitui um tema para ditos, lengalengas, canções, quadras e contos populares, sobretudo no Nordeste Transmontano.</p>
<p>
	As castanhas assadas e descascadas ou peladas tomam o nome de bilhós (bullós em galego).</p>
<br />
Fique a par das nossas notícias]]></content:encoded>
      </item>
   </channel>
</rss>